{"id":758,"date":"2015-03-02T22:27:01","date_gmt":"2015-03-02T22:27:01","guid":{"rendered":"https:\/\/q1q.com.br\/?p=758"},"modified":"2015-03-02T22:27:01","modified_gmt":"2015-03-02T22:27:01","slug":"tarifas-mais-caras-em-todo-o-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/q1q.com.br\/?p=758","title":{"rendered":"Tarifas mais caras em todo o pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica \u2013 ANEEL realizou na \u00faltima sexta-feira, 27\/02, audi\u00eancia p\u00fablica que definiu os \u00edndices do reajuste extraordin\u00e1rio das tarifas de energia em todo o pa\u00eds. O aumento ser\u00e1 para dar condi\u00e7\u00f5es \u00e0s distribuidoras para arcarem com os custos da compra de energia e pagamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico) &#8211; taxa paga pelas distribuidoras \u00e0 Eletrobras. Para as concession\u00e1rias da Regi\u00e3o Sul, o impacto m\u00e9dio na tarifa ser\u00e1 de 28,7% &#8211; v\u00e1lidos j\u00e1 a partir de mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A cobran\u00e7a da CDE foi institu\u00edda em 2002, inicialmente para subsidiar os programas de desconto nas tarifas de energia de fam\u00edlias com baixa renda. A partir de 2013 os recursos da CDE passaram a ser utilizados para cobrir os custos da gera\u00e7\u00e3o de energia atrav\u00e9s de fontes alternativas (como e\u00f3licas e termel\u00e9tricas) e para amortiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es financeiras relacionadas \u00e0s concess\u00f5es. A gest\u00e3o dos valores arrecadados pela CDE fica a cargo da Eletrobras, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n<p>O custo da CDE aumentou de forma impactante desde o ano passado, devido \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es financeiras realizadas para proporcionar o desconto nas tarifas do in\u00edcio de 2014 \u2013 que endividou as concession\u00e1rias. Para custear a diferen\u00e7a na receita, o Governo Federal realizou empr\u00e9stimos em nome das concession\u00e1rias. O custo destas movimenta\u00e7\u00f5es interferiu diretamente na CDE. O valor pago pelas concession\u00e1rias pela CDE foi de R$ 1,7 bilh\u00e3o em 2014 para R$ 22,06 bilh\u00f5es em 2015. Os custos de Itaipu sofreram reajuste de 46% em 2015 (em d\u00f3lar) e ainda o uso de energia de fontes alternativas (principalmente termel\u00e9tricas), muito mais elevado que a energia de hidrel\u00e9tricas, fez com que o pre\u00e7o pago pela compra de energia pelas distribuidoras tamb\u00e9m aumentasse consideravelmente.<\/p>\n<p>O reajuste extraordin\u00e1rio n\u00e3o ser\u00e1 aplicado \u00e0s distribuidoras que n\u00e3o fazem parte do Sistema Interligado Nacional. As datas e \u00edndices variam conforme os contratos de compra de energia, regi\u00e3o e outras vari\u00e1veis. Al\u00e9m deste reajuste extraordin\u00e1rio, autorizado apenas para pagar a diferen\u00e7a no pre\u00e7o da energia e da CDE, ainda devem ocorrer os reajustes regulares &#8211; realizados anualmente. No reajuste anual s\u00e3o levados em conta todos os custos das concession\u00e1rias, assim como investimentos realizados e previs\u00e3o do crescimento. Para os consumidores do Paran\u00e1, o reajuste anual ocorre em junho. A previs\u00e3o \u00e9 que at\u00e9 o fim de 2015 a tarifa de energia esteja at\u00e9 70% mais cara em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Para consumidor da Cocel tarifa sobe 34,6% em m\u00e9dia \u2013 nenhuma parte deste aumento no faturamento fica para a Companhia<\/strong><\/p>\n<p>O aumento m\u00e9dio da tarifa de energia da Companhia Campolarguense de Energia \u2013 Cocel \u00e9 de 34,6%. O \u00edndice m\u00e9dio varia de 31,25 a 37,81%, dependendo da classe de consumo e tens\u00e3o em que est\u00e1 ligado. O valor pago pela Cocel pela energia comprada aumentou 26,1% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. O valor pago \u00e0 Eletrobras pela CDE subiu 871,10%. As concession\u00e1rias de energia n\u00e3o tem poder de gerenciamento destas cobran\u00e7as, que s\u00e3o regulamentadas pela ANEEL. <strong>O reajuste extraordin\u00e1rio deve cobrir apenas o aumento destes dois custos, nenhuma parte fica para a Companhia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cBandeiras tarif\u00e1rias\u201d j\u00e1 tiveram valor reajustado<\/strong><\/p>\n<p>A cobran\u00e7a adicional das bandeiras tarif\u00e1rias, institu\u00edda pela ANEEL no in\u00edcio do ano, j\u00e1 teve seu primeiro reajuste. Dependendo das condi\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o de energia a ANEEL determina se a bandeira est\u00e1 verde (neste caso n\u00e3o h\u00e1 aumento), amarela (condi\u00e7\u00f5es pouco favor\u00e1veis para a gera\u00e7\u00e3o) ou vermelha (condi\u00e7\u00f5es muito desfavor\u00e1veis para gera\u00e7\u00e3o de energia).<\/p>\n<p>O adicional de bandeira amarela subiu de R$1,50 para R$2,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos, e quando a bandeira for vermelha o valor aumentou de R$3,00 para R$5,50. Vale lembrar o adicional incide sobre cada kWh consumido pelo consumidor e que ainda incidem impostos sobre o valor total. A al\u00edquota de ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) \u00e9 de 29%, Pasep e Cofins s\u00e3o aproximadamente 4%. A partir de mar\u00e7o o consumidor residencial pagar\u00e1 aproximadamente R$0,084 a mais por cada kWh consumido quando a bandeira for a vermelha.<\/p>\n<p><strong>O valor arrecadado com as bandeiras \u00e9 integralmente repassado pelas concession\u00e1rias \u00e0 ANEEL.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica \u2013 ANEEL realizou na \u00faltima sexta-feira, 27\/02, audi\u00eancia p\u00fablica que definiu os \u00edndices do reajuste extraordin\u00e1rio das tarifas de energia em todo o pa\u00eds. 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