{"id":1188,"date":"2015-06-16T20:36:05","date_gmt":"2015-06-16T20:36:05","guid":{"rendered":"https:\/\/q1q.com.br\/?p=1188"},"modified":"2015-06-16T20:36:05","modified_gmt":"2015-06-16T20:36:05","slug":"fatura-de-energia-residencial-tera-reajuste-de-1726-os-custos-gerenciaveis-pela-cocel-representam-apenas-192-do-aumento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/q1q.com.br\/?p=1188","title":{"rendered":"Fatura de energia residencial ter\u00e1 reajuste de 17,26%, os custos gerenci\u00e1veis pela Cocel representam apenas 1,92% do aumento"},"content":{"rendered":"<p>A partir de 24 de junho entram em vigor as novas tarifas da energia el\u00e9trica. O aumento m\u00e9dio (entre alta e baixa tens\u00e3o) ser\u00e1 de 19,86% para os consumidores da Cocel. O \u00edndice foi definido na ter\u00e7a-feira, 16\/06, pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica \u2013 ANEEL. A maior parte do reajuste \u00e9 para cobrir o aumento de custos que n\u00e3o s\u00e3o gerenci\u00e1veis pela Companhia, como o valor da energia, impostos e taxas. Os custos que s\u00e3o gerenci\u00e1veis pela Companhia, como m\u00e3o de obra e investimentos, tem o impacto de apenas 1,92% no total do reajuste.<\/p>\n<p>Entre os custos que tiveram mais representatividade no reajuste est\u00e3o o valor da compra da energia &#8211; 38,82% mais cara que no ano anterior, os custos referentes ao transporte da energia (que envolve a transmiss\u00e3o, uso da rede, entre outros) que aumentaram 63,85% com rela\u00e7\u00e3o a 2014 e ainda os encargos (impostos e taxas) que subiram 504,25% com rela\u00e7\u00e3o a 2014. As concession\u00e1rias de energia n\u00e3o possuem qualquer gerenciamento sobre estes custos. Os valores da energia e do transporte da energia s\u00e3o definidos pela ANEEL, enquanto os encargos s\u00e3o definidos por meio de leis e decretos.<\/p>\n<h4><strong>Para os consumidores residenciais o reajuste ser\u00e1 de 17,26%<\/strong><\/h4>\n<p>O valor do quilowatt-hora do consumidor residencial passa a R$0,79 em 24\/06\/15. No m\u00eas em que for aplicada pela ANEEL a bandeira tarif\u00e1ria vermelha, este valor chega a R$0,88. H\u00e1 um ano, antes dos reajustes e da vig\u00eancia do sistema de bandeiras tarif\u00e1rias, o mesmo quilowatt-hora custava R$0,41.<\/p>\n<h4>Aumento nos encargos j\u00e1 provocou reajuste extraordin\u00e1rio em mar\u00e7o<\/h4>\n<p>A CDE (Conta de Desenvolvimento Energ\u00e9tico) aumentou 1526,84% no \u00faltimo ano e somada ao aumento de custos de Itaipu, j\u00e1 provocou um reajuste extraordin\u00e1rio em mar\u00e7o. Em 01\/03\/15 as tarifas sofreram reajuste m\u00e9dio de 34,6% para cobrir os custos da CDE e Itaipu. A cobran\u00e7a da CDE foi institu\u00edda em 2002, inicialmente para subsidiar os programas de desconto nas tarifas de energia de fam\u00edlias com baixa renda. A partir de 2013 os recursos da CDE passaram a ser utilizados para cobrir os custos da gera\u00e7\u00e3o de energia atrav\u00e9s de fontes alternativas (como e\u00f3licas e termel\u00e9tricas) e para amortiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es financeiras relacionadas \u00e0s concess\u00f5es. A gest\u00e3o dos valores arrecadados pela CDE fica a cargo da Eletrobras, \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia.<\/p>\n<p>O custo da CDE aumentou de forma impactante desde o ano passado, devido \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es financeiras realizadas para proporcionar o desconto nas tarifas do in\u00edcio de 2014 \u2013 que endividou as concession\u00e1rias. Para custear a diferen\u00e7a na receita, o Governo Federal realizou empr\u00e9stimos em nome das concession\u00e1rias. O custo destas movimenta\u00e7\u00f5es interferiu diretamente na CDE. O valor pago pelas concession\u00e1rias pela CDE chegam a R$ 22,06 bilh\u00f5es em 2015. Os custos de Itaipu sofreram reajuste de 46% em 2015 (em d\u00f3lar) e ainda o uso de energia de fontes alternativas (principalmente termel\u00e9tricas), muito mais elevado que a energia de hidrel\u00e9tricas, fez com que o pre\u00e7o pago pela compra de energia pelas distribuidoras tamb\u00e9m aumentasse consideravelmente.<\/p>\n<h4>Bandeiras tarif\u00e1rias t\u00eam impacto significativo na conta do consumidor<\/h4>\n<p>Em vigor desde janeiro, as bandeiras (vermelha, amarela e verde) indicam se haver\u00e1 ou n\u00e3o cobran\u00e7a adicional no per\u00edodo, dependendo das condi\u00e7\u00f5es de gera\u00e7\u00e3o de energia. A indica\u00e7\u00e3o sobre qual bandeira est\u00e1 em vigor cada m\u00eas \u00e9 feita pela pr\u00f3pria ANEEL, e a informa\u00e7\u00e3o consta nas faturas de energia. Como o sistema de distribui\u00e7\u00e3o de energia \u00e9 totalmente interligado, mesmo em regi\u00f5es onde n\u00e3o h\u00e1 falta de chuva a bandeira vermelha poder\u00e1 ser aplicada. Nos seis meses em que est\u00e1 em vigor, a bandeira aplicada pela ANEEL \u00e9 a vermelha.<\/p>\n<p>Saiba mais sobre as bandeiras tarif\u00e1rias clicando <a title=\"Bandeiras tarif\u00e1rias\" href=\"https:\/\/q1q.com.br\/?page_id=123\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p><em>(Atualizado em 16\/06\/15)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de 24 de junho entram em vigor as novas tarifas da energia el\u00e9trica. O aumento m\u00e9dio (entre alta e baixa tens\u00e3o) ser\u00e1 de 19,86% para os consumidores da Cocel. O \u00edndice foi definido na ter\u00e7a-feira, 16\/06, pela Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica \u2013 ANEEL. 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