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Tag: tarifa de energia

  • Tarifas da Cocel tem redução média de 8,04%

    Tarifas da Cocel tem redução média de 8,04%

    As faturas dos consumidores da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel ficam em média 8,04% mais baratas em 2022. A redução extraordinária vale para todos os consumidores atendidos em baixa tensão, principalmente residências.

    A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou as novas tarifas em 1º de fevereiro, com aplicação retroativa a 06/01/22. Os novos valores estarão em vigor até o próximo processo de reajuste tarifário, previsto para junho. A mudança foi possível devido uma nova Lei Federal voltada às concessionárias de menor porte, que muda a forma de cálculo das tarifas.

    Para o diretor presidente da Cocel, José Arlindo Lemos Chemin, a redução é uma vitória da Companhia e dos consumidores campo-larguenses. “Conseguimos demonstrar que a Cocel é eficiente e agora tanto o Governo Federal quanto a ANEEL confirmaram que havia necessidade de mudança na forma do cálculo das tarifas. Acabou a diferença entre as tarifas aplicadas entre Cocel e Copel para os consumidores residenciais e as tarifas para indústrias em Campo Largo já são menores” – afirma Chemin.

    Em 2019 a Cocel encerrou o contrato de compra de energia que mantinha com a Copel e passou a comprar energia por meio de leilões. Para Chemin, ingressar no mercado livre de energia foi uma das mudanças mais significativas na gestão da Companhia e impactou diretamente nos resultados que estão sendo alcançados. “Do valor total da fatura paga pelo consumidor, cerca de 15% representam custos que são gerenciáveis pela Companhia e são estes custos que buscamos reduzir sem comprometer a qualidade do serviço prestado. Os outros 85% são compostos por custos sobre os quais a concessionária não tem gerenciamento, como tributos e encargos” , completa o diretor.

    08/02/2022

  • Faturas no padrão de Nota Fiscal Eletrônica do Paraná

    Faturas no padrão de Nota Fiscal Eletrônica do Paraná

    Todas as faturas emitidas desde de 1º de fevereiro pela Companhia Campolarguense de Energia – Cocel seguem o padrão da “nota fiscal eletrônica” do Estado do Paraná. A mudança segue a regulamentação da Secretaria de Fazenda do Estado, que tem o objetivo de simplificar e aumentar a confiabilidade da comunicação entre as empresas, consumidores e Governo.

    As informações referentes ao histórico de consumo e leitura continuam sendo apresentadas na fatura e os dados referentes à incidência de impostos são mais detalhados. As faturas passam a ter um Código QR (ou QR Code), para consulta do documento diretamente no site da Secretaria da Fazenda do Estado. O acesso também pode ser realizado acessando diretamente o site www.fazenda.pr.gov.br com a chave de acesso informada na fatura.

    Por enquanto, o QR Cocel não pode ser utilizado para pagamento de faturas. De acordo com a gerente da Divisão Comercial da Cocel, Muriel Helena Netzel, a Companhia está em processo de implantação do sistema de pagamento via PIX e esta opção deve ser disponibilizada em breve.

    Netzel ressalta que “é de extrema importância que os consumidores mantenham os cadastros atualizados, caso contrário a nota fiscal pode ser bloqueada”. É o exemplo de consumidores que estão cadastrados com CNPJs ou CPFs cancelados. A atualização cadastral pode ser realizada pelo site da Companhia (www.cocel.com.br), aplicativo Cocel Mobile ou e-mail atendimento@cocel.com.br.

    08/02/2022

  • ANEEL anuncia reajuste de 8,15% para os consumidores da Cocel

    ANEEL anuncia reajuste de 8,15% para os consumidores da Cocel

    Custos que são gerenciáveis pela Companhia reduziram 1,27%

     A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL anunciou durante reunião pública realizada em 22/06, os índices de reajuste a serem aplicados aos consumidores da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel a partir de 29/06/21. As tarifas residenciais serão reajustadas em 8,15%.

    Os custos de geração e transmissão de energia causaram maior impacto na revisão tarifária. A energia utilizada pelos campo-larguenses é comprada em leilões do mercado livre de energia desde 2019, mas existem algumas cotas que a Cocel é obrigada por lei a adquirir de usinas como Itaipu (com valores afetados pelo dólar) e Angra I e II – que têm valores mais elevados. A crise hídrica que levou à baixa nos reservatórios das hidrelétricas e acionamento de termelétricas também influenciou o custo final da energia.

    Se dependesse apenas dos custos que são gerenciáveis pela Cocel, como compra de materiais e recursos humanos, as tarifas seriam reduzidas em 1,27%. Além dos custos de geração, transmissão e distribuição de energia, na tarifa final paga pelo consumidor incidem encargos e tributos – que correspondem a quase metade do valor da fatura.

    Fonte: ANEEL

    O processo de revisão tarifária da Cocel foi tema de Audiência Pública realizada pela ANEEL, recebendo contribuições da comunidade e do Conselho de Consumidores. Para as tarifas de consumidores com fornecimento em alta tensão, o reajuste médio será de 14,8%. Para os consumidores da baixa tensão o reajuste médio será de 8,52%, resultando em um impacto médio de 10,64% (entre baixa e alta tensão). Os valores dos serviços cobráveis também serão reajustados e foram definidos novos limites para os indicadores de continuidade a serem atendidos pela concessionária.

    28/06/2021

  • ANEEL determina vigência da bandeira tarifária vermelha no mês de maio

    ANEEL determina vigência da bandeira tarifária vermelha no mês de maio

    Durante todo o mês de maio será cobrado o adicional de R$0,06 (já contando os impostos) para cada quilowatt hora (KWh) consumido. A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL anunciou na sexta-feira (30) a vigência da bandeira vermelha – primeiro patamar, que sinaliza condições desfavoráveis de geração de energia. Nos quatro primeiros meses do ano esteve vigente a bandeira amarela.

    De acordo com a ANEEL, o balanço hidrológico do período úmido 2020-2021 resultou no pior aporte hidráulico da história do Sistema Integrado Nacional (SIN), que é medido desde 1931. Os reservatórios das principais hidrelétricas estão baixos, o que aumenta o risco de necessidade de acionamento das termelétricas – que têm custo mais elevado.

    As bandeiras tem o objetivo de sinalizar ao consumidor as condições e o custo da geração de energia no país, levando em consideração parâmetros como estimativas de mercado, projeção de volume de produção das usinas hidrelétricas e o custo do acionamento de termelétricas. O Sistema de Bandeiras Tarifárias é totalmente regulamentado pela ANEEL e é válido para todos os estados que fazem parte do Sistema Integrado Nacional (SIN). As distribuidoras de energia não possuem qualquer gerenciamento sobre este Sistema – todo o valor arrecadado é repassado ao Ministério de Minas e Energia, através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    A ANEEL iniciou processo de Consulta Pública para obter subsídios para o aprimoramento da proposta de revisão dos adicionais e da faixa de acionamento para as bandeiras tarifárias em 2021 e 2022. A proposta inicial apresentada pela ANEEL prevê redução de 4% no valor da bandeira amarela e aumento de 10% no valor da bandeira vermelha e de 21% para a bandeira vermelha no segundo patamar. A nota técnica publicada pela agência reguladora e os procedimentos para participação nas consultas públicas estão disponíveis no site aneel.gov.br/consultas-publicas, as contribuições podem ser enviadas até 07/05/2021.          

    Fonte: site ANEEL

     03/05/2021

  • Em janeiro a bandeira amarela estará em vigor nas faturas de energia

    Em janeiro a bandeira amarela estará em vigor nas faturas de energia

    A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL determinou a vigência da bandeira amarela no mês de janeiro, que representa o acréscimo de R$0,02 a cada quilowatt-hora consumido – já incluindo os impostos. A perspectiva de chuvas nas áreas dos reservatórios das principais hidrelétricas é um dos motivos que levou à ANEEL a acionar a bandeira amarela.

    O sistema de bandeiras tarifárias foi suspenso entre maio e novembro, como medida para o combate à crise causada pela pandemia da COVID-19. A retomada no consumo de energia e a crise hídrica foram as justificativas da Agência para a reativação do sistema no mês de dezembro – quando esteve vigente a bandeira vermelha no segundo patamar. A redução nos níveis de reservatórios de diversas usinas levou ao acionamento de termelétricas, que tem custo de geração maior.

    As bandeiras tem o objetivo de sinalizar ao consumidor as condições e o custo da geração de energia no país, levando em consideração parâmetros como estimativas de mercado, projeção de volume de usinas hidrelétricas e o custo do acionamento de termelétricas. O Sistema de Bandeiras Tarifárias é totalmente regulamentado pela ANEEL e é válido para todos os estados que fazem parte do Sistema Integrado Nacional (SIN). As distribuidoras de energia não possuem qualquer gerenciamento sobre este Sistema – todo o valor arrecadado é repassado ao Ministério de Minas e Energia, através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    Imagem: divulgação ANEEL.

    28/12/2020

  • ANEEL aprova reajuste médio de 0,58% para consumidores da COCEL

    ANEEL aprova reajuste médio de 0,58% para consumidores da COCEL

    Custos que são gerenciáveis pela Companhia reduziram

    A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou na quinta-feira (25) o reajuste das tarifas dos consumidores da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel. O reajuste médio é de 0,58% e as novas tarifas entram em vigor na segunda-feira (29).

    As tarifas dos consumidores com fornecimento em alta tensão tiveram redução média de -0,5%. Para os consumidores com fornecimento em baixa tensão o reajuste médio é de 0,58. As tarifas residenciais serão reajustadas em 0,83%.

    Os custos da geração e da transmissão da energia tiveram grande impacto no reajuste, enquanto os custos que são gerenciáveis pela Companhia tiveram redução de -0,36%. A energia comprada da Usina de Itaipu, que tem o preço definido em dólar, teve aumento de 37,4%.

    26/06/2020

     

  • ANEEL anuncia bandeira tarifária verde até dezembro

    ANEEL anuncia bandeira tarifária verde até dezembro

    A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL determinou que a bandeira tarifária verde seja mantida até dezembro de 2020 – não haverá custo adicional aos consumidores. O anúncio foi realizado na terça-feira (26), durante reunião pública da diretoria da agência reguladora. Trata-se de medida emergencial devido à pandemia da COVID-19 – que impactou significativamente as atividades econômicas e o consumo de energia.

    As bandeiras tem o objetivo de sinalizar ao consumidor as condições e o custo da geração de energia no país, levando em consideração parâmetros como estimativas de mercado, projeção de volume de usinas hidrelétricas e o custo do acionamento de termelétricas. Conforme divulgado pela agência reguladora, as análises técnicas concluíram que o cenário de redução de carga e as perspectivas de geração tornaram possível o acionamento da bandeira verde nos próximos meses.

    O Sistema de Bandeiras Tarifárias é totalmente regulamentado pela ANEEL e é válido para todos os estados que fazem parte do Sistema Integrado Nacional (SIN). As distribuidoras de energia não possuem qualquer gerenciamento sobre este Sistema – todo o valor arrecadado é repassado ao Ministério de Minas e Energia, através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    27/05/2020

  • Famílias de baixa renda com consumo até 220 kWh terão isenção do pagamento da fatura de energia até junho

    Famílias de baixa renda com consumo até 220 kWh terão isenção do pagamento da fatura de energia até junho

    Medida deve beneficiar até 2700 famílias em Campo Largo

    Os consumidores que já são cadastrados na Tarifa Social da Energia Elétrica terão isenção do pagamento das faturas emitidas entre abril e junho se o consumo for de até 220 quilowatts-hora (kWh). A Companhia Campolarguense de Energia – Cocel informa que aproximadamente 2700 famílias devem ter a conta totalmente zerada por três meses. As famílias de baixa renda já são isentas do pagamento quando consomem até 120 kWh no mês, o desconto será ampliado para consumo de até 220 kWh neste período crítico de combate à pandemia do coronavírus.

    A ampliação do desconto faz parte das ações emergenciais do Governo Federal para minimizar o impacto da crise econômica. A Medida Provisória 950 foi publicada em 8 de abril, determinado a aplicação do desconto para as faturas emitidas entre 1º de abril e 30 de junho de 2020. As faturas que foram emitidas antes da publicação da Medida Provisória poderão ser reemitidas ou a diferença será compensada nas faturas posteriores.

     Quem tem direito ao desconto

    Têm direito à Tarifa Social da Energia Elétrica as famílias inscritas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) que atendam um dos seguintes critérios:

    • Renda familiar mensal per capta menor ou igual a meio salário mínimo nacional; ou
    • Quem receba o Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC); ou
    • Família com renda mensal de até três salários mínimos em que um dos membros utilize equipamento elétrico essencial à vida.

    O desconto será aplicado automaticamente para as famílias que já estão cadastradas na Tarifa Social.

    Para novo cadastro o consumidor deve apresentar à Cocel os documentos pessoais e declaração emitida pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social ou CRAS com os dados do CadÚnico.

    Mais informações sobre o envio dos documentos à Cocel podem ser solicitadas pelo telefone 0800-7262121 ou e-mail atendimento@cocel.com.br.

    Telefones para contato para informações sobre o CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal):

    • CRAS Rivabem: (41) 3392-6388
    • CRAS Meliane: (41) 3292-7434
    • CRAS Ferraria: (41) 3649-3326
    • Secretaria de Desenvolvimento Social (Bloco 1 – Prefeitura): (41) 3291-5069

    Saiba mais sobre a Tarifa Social clicando aqui.

    Publicado em 14/04/2020, atualizado em 15/04/2020.

  • Cocel está entre as melhores distribuidoras do país na avaliação da ANEEL

    Cocel está entre as melhores distribuidoras do país na avaliação da ANEEL

    Companhia Campolarguense é finalista do Prêmio ANEEL de Qualidade 2019

    A Companhia Campolarguense de Energia – Cocel está novamente entre as melhores distribuidoras de energia do país, conforme avaliação feita pela agência reguladora – a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). A Cocel é finalista do Prêmio ANEEL de Qualidade 2019. Em 2018 a Companhia foi campeã e em 2019 esteve entre as quatro melhores da categoria na premiação, alcançando os melhores resultados em toda a história.

    Em 2019 a Cocel concretizou uma grande mudança em sua gestão com a migração para o mercado livre de energia. O fim do contrato de compra de energia da Copel Distribuição colocou a concessionária campo-larguense no mesmo patamar de negócio das grandes distribuidoras e contribuiu para a redução nas tarifas de energia. O diretor presidente da Cocel, José Arlindo lemos Chemin, conta que a compra de energia através de leilão teve como objetivo principal a redução das tarifas para os consumidores e já trouxe resultados positivos. “Desde julho os consumidores residenciais passaram a pagar 7,02% menos na fatura de energia e para as indústrias a redução chegou a 14%. Em 2018 a Companhia já teve o menor reajuste tarifário do Paraná e em 2019 alcançou uma das maiores reduções de tarifa em todo o país”, explica Chemin.

    Investimentos na rede de distribuição vêm sendo realizados de forma intensiva nos últimos anos com o objeto de melhorar cada vez mais a qualidade do fornecimento de energia. O diretor técnico da Cocel, Carlos Conrado Krzyzanovski, conta que em 2019 foi concluída a construção de um novo alimentador que atende toda a região do entorno da BR 277, com rede compacta no tronco principal e separado da rede de Curitiba. “Esta obra foi realizada em 16 etapas e resultou numa melhoria significativa para mais de três mil consumidores da região. Construímos também a primeira smart grid do município e instalamos diversos equipamentos de proteção para minimizar o risco de interrupções e tornar o atendimento o mais rápido possível em caso de qualquer emergência”, destaca Krzyzanovski.

    Para Chemin, o reconhecimento da ANEEL reflete o trabalho realizado por toda equipe da Cocel buscando menores tarifas e mais qualidade no serviço. “Realizamos mudanças significativas no processo de compra de energia, no atendimento aos consumidores, na organização das equipes técnicas, sempre com o objetivo de oferecer o melhor serviço possível aos campo-larguenses e com menores tarifas. A diretoria da agência reguladora já disse que a Cocel fez o dever de casa e deve seguir de exemplo às outras concessionárias, e os resultados do Prêmio ANEEL de Qualidade confirmam que o empenho de toda a equipe vale a pena”, ressalta o diretor.

    O resultado do Prêmio ANEEL de Qualidade será divulgado em 12 de fevereiro, em cerimônia na sede do Tribunal de Contas da União, em Brasília – DF. Para a agência reguladora, a premiação tem o objetivo de fomentar a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados e retrata o grau de contentamento do consumidor.

    Bons resultados da Cocel têm repercussão nacional

    A Companhia recebeu em 2018 dois troféus da ANEEL – foi considerada a melhor concessionária de seu porte e a que mais cresceu no país, recebendo dois Prêmios IASC (Índice ANEEL de Satisfação dos Consumidores). Em 2019, dois outros reconhecimentos inéditos. A Ouvidoria da Cocel foi considerada uma das melhores do país e o projeto “Iluminando Campo Largo com Eficiência” recebeu o Prêmio Sesi ODS – que reconhece as melhores práticas das organizações para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O projeto de melhoria na iluminação pública já resultou em mais de 3 mil luminárias tradicionais substituídas por led – que são mais econômicas e iluminam melhor.

    08/01/2020

  • Impostos e encargos representam mais de metade do valor das faturas de energia

    Impostos e encargos representam mais de metade do valor das faturas de energia

    Concessionárias não possuem gerenciamento sobre as cobranças.

    A grande carga tributária de produtos e serviços no país é uma das maiores do mundo e a tarifa de energia elétrica é um dos exemplos: 51% do valor pago na fatura são impostos e encargos. No Paraná, o impacto do ICMS é extremamente significativo – a alíquota do imposto é de 29% sobre o valor final da fatura. As concessionárias de distribuição de energia, como a Companhia Campolarguense de Energia – Cocel e a Companhia Paranaense de Energia – Copel não possuem qualquer gerenciamento sobre estas cobranças.

    Tanto consumidores da Cocel quanto da Copel pagam tributos e encargos, tendo em vista que são cobranças definidas por leis estaduais e federais. O valor final pago varia conforme a quantidade de energia consumida e conforme a classificação da tarifa – que pode ser residencial, residencial baixa renda, comercial, industrial, rural e poder público.

    Cocel migrou para o mercado livre de energia e encerrou contrato com a Copel

    Desde junho de 2019 a Cocel passará a distribui energia comprada através de leilão. A migração para o mercado livre de energia teve o objetivo de reduzir o valor final da tarifa aplicada aos consumidores e representou o fim do contrato com a até então supridora – a Copel Distribuição.

     Migração para mercado livre contribuiu para redução nas tarifas de até 14% para indústrias e 7,02% para residências

    Em 2019 a Cocel foi uma das únicas concessionárias a ter reajuste negativo nas tarifas – reflexo da migração para o mercado livre de energia. Desde 29/06 a tarifa de energia dos consumidores residenciais da Cocel ficaram 7,02% menores. Para os consumidores com fornecimento em alta tensão a redução chega a 14,04% dependendo do tipo de contrato.

    Para definir as tarifas a ANEEL leva em consideração os custos gerenciáveis e os custos não gerenciáveis por cada concessionária. Em 2018 a Cocel já teve o menor reajuste do Paraná, e as tarifas seriam ainda menores se dependesse apenas dos custos gerenciáveis pela Companhia. O preço do dólar (que interfere no preço da energia comprada de Itaipu) e o custo do acionamento de termelétricas contribuíram para que a redução não fosse ainda maior.

    Entenda quais são os custos que compõem a tarifa de energia:

    • Energia: custo da geração da energia.
    • Distribuição: custo da distribuição da energia até o ponto de entrega (até a unidade consumidora). Este é o custo do serviço prestado pela Cocel e por outras distribuidoras.
    • Transmissão: custo do transporte da energia entre as usinas de geração até as subestações.
    • Bandeiras tarifárias: Podendo ser verde, amarela ou vermelha indicam se haverá ou não acréscimo no valor da energia a ser repassada ao consumidor final, em função das condições de geração de eletricidade. O Sistema de Bandeiras Tarifárias é totalmente regulamentado pela ANEEL e é válido para todos os estados que fazem parte do Sistema Integrado Nacional (SIN). As distribuidoras de energia não possuem qualquer gerenciamento sobre este Sistema – todo o valor arrecadado é repassado ao Ministério de Minas e Energia, através da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
    • Tributos: são pagamentos compulsórios devidos ao poder público, a partir de determinação legal, e que asseguram recursos para que o Governo desenvolva suas atividades. No Brasil, os tributos estão embutidos nos preços dos bens e serviços, por isso estão presentes nas contas de água, energia e telefone, na compra de bens e na contratação de serviços diversos. Nas contas de energia estão incluídos tributos federais, estaduais e municipais. As distribuidoras de energia recolhem e repassam esses tributos às autoridades competentes pela sua cobrança.

    Compõem os tributos:

    • PIS: Programa de Integração Social (imposto federal, alíquota média de 1,65% – varia mensalmente) – utilizado para custear programas sociais e para o trabalhador.
    • COFINS: Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (imposto federal, alíquota média de 7,6% – varia mensalmente) – utilizado para custear programas sociais e para o trabalhador.
    • ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – imposto estadual. Alíquota de 29% é calculada sobre o valor total da fatura.

     

    • Encargos Setoriais: são criados por leis aprovadas pelo Congresso Nacional para tornar viável a implantação das políticas de Governo para o setor elétrico. Seus valores constam de resoluções ou despachos da ANEEL.

    Compõem os encargos:

    • CCC – Conta de Consumo de Combustíveis: usado para custear as termelétricas em sistemas.
    • CDE – Conta de Desenvolvimento Energético: subsidia a tarifa social (baixa renda) e o programa Luz
    • para Todos.
    • TFSEE – Taxa de Fiscalização de Serviços de Energia Elétrica: custeia o funcionamento da ANEEL.
    • PROINFA – incentivo à geração de energia através de fontes alternativas.
    • CFURH – Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos: compensa a União, estados e municípios pela utilização da água e terras produtivas que foram alagadas devido a instalação de hidrelétricas.
    • ESS – Encargos de Serviço do Sistema: pago aos geradores, para aumentar a confiabilidade e a segurança da oferta de energia no país.
    • ONS – Operador Nacional do Sistema: financia o ONS, que gerencia o Sistema Interligado Nacional (SIN).
    • P&D/ PEE – Pesquisa e Desenvolvimento/ Programa de Eficiência Energética: estimula pesquisas e programas voltados ao uso eficiente da energia.
    • EER – Encargo de Energia de Reserva: cobrir custos decorrentes da contratação de energia de reserva (manutenção das termelétricas – que são a “reserva”, só são acionadas em períodos de seca quando as hidrelétricas tem a geração comprometida).

     

    • Outros:
    • Iluminação Pública: imposto municipal – R$0,0958 por kWh consumido.
    • Taxa de Lixo: imposto municipal (quando autorizado).
    • Juros, correção monetária, contribuições, custo de serviços e créditos, quando houver.

    Redução nos subsídios pode contribuir com a redução nas tarifas

    Em abril deste ano a agência reguladora divulgou a “agenda de desoneração da tarifa”, que prevê ações voltadas à redução das tarifas a partir da redução de subsídios. Além dos custos de geração, transmissão e distribuição de energia, compõem o valor final da tarifa uma série encargos e impostos utilizados para subsidiar políticas públicas, como a Tarifa Social da Energia Elétrica, PIS (Programa de Integração Social), PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), entre outros.

    O pesquisador Sidnei Martini, associado ao GESEL – Grupo de Estudos do Setor Elétrico, em apresentação recente realizada na sede da ANEEL, ressaltou que “a fatura da distribuidora é um forte instrumento de cobrança, pois, se não for quitada, o fornecimento de energia elétrica é interrompido. Isso faz com que a conta de luz seja usada para cobrar outros tantos itens, como impostos, encargos, recolhimentos excepcionais”.

               

    Nota sobre publicação em redes sociais sobre aumento na tarifa

    Na última semana a publicação de uma consumidora em redes sociais reclamando sobre o aumento no valor de sua fatura gerou grande repercussão, levando ao compartilhamento de informações equivocadas. A Companhia Campolarguense de Energia – Cocel esclarece que o aumento se deu pela perda do benefício da Tarifa Social, cuja concessão segue o que determina a Lei Federal 12.212/2010 e a Lei Estadual 17639/2013. A consumidora já recebeu as orientações necessárias para solicitar novamente o desconto da Tarifa Social e sobre os itens que compõem a tarifa de energia.

    gráfico dos impostos que compõem a tarifa de energia da cocel

    14/10/2019