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  • Aumento no custo da transmissão provoca aumento na conta de luz, resultados da reestruturação da empresa serão percebidos nos próximos anos

    Aumento no custo da transmissão provoca aumento na conta de luz, resultados da reestruturação da empresa serão percebidos nos próximos anos

    Entraram em vigor no dia 29/06 as novas tarifas da Cocel. Os valores são determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL, que leva em consideração os custos e investimentos realizados pela concessionária no último ano. Na média, levando em consideração as diferentes classes de consumo e o tipo de fornecimento, o reajuste será de 13,34%. Os serviços regulamentados pela ANEEL, como religações e vistorias, também tiveram os valores atualizados.

    O fator determinante para o aumento na tarifa foi o preço do transporte de energia – que cresceu 70,86% no último ano. Este aumento reflete as mudanças provocadas pela Lei Federal 12.783/13, aprovada pela então presidente Dilma Rousseff. Na época, as tarifas de energia foram artificialmente reduzidas com base na redução de pagamentos de usinas e linhas de transmissão. A indenização às transmissoras começa a ser paga agora. No início de 2017 a ANEEL aprovou a metodologia da remuneração das transmissoras – que devem receber R$62,2 bilhões no prazo de oito anos. O custo deste pagamento devido às transmissoras será rateado entre todos os consumidores do país e varia conforme o mercado de cada concessionária.

    Falta de investimentos causou impacto maior para a Cocel

    Dos 13,34% de reajuste, 6,06% são causados pelo aumento dos custos com a transmissão. O impacto deste custo na tarifa da Cocel foi maior que na tarifa de outras concessionárias porque a Companhia atualmente recebe energia em tensões mais baixas – o que encarece o transporte da energia.

    Em 2015 a Companhia adquiriu a subestação DCL (localizada na Rondinha), mas não foram realizados investimentos para que a subestação pudesse ser totalmente aproveitada. Se passasse a receber energia em tensão mais alta a compra de energia e os custos de transmissão seriam mais baixos.

    Resultados da reestruturação da empresa serão percebidos nos próximos anos

    Para o cálculo do reajuste deste ano a ANEEL levou em consideração os custos e investimentos do ano anterior. A diretoria da Cocel, que assumiu a gestão da empresa em janeiro de 2017, informa que todas as medidas possíveis estão sendo tomadas para que o próximo reajuste seja muito menor. Os investimentos na subestação DCL, que possibilitará a compra de energia em tensões mais altas, são prioridade. A conclusão desta obra refletirá no custo do transporte, e consequentemente no valor da tarifa.

    Além de buscar a redução no custo do transporte da energia, a diretoria da Cocel também está trabalhando para comprar energia mais barata. Atualmente a Companhia compra energia no mercado regulado, com tarifas determinadas pela ANEEL. Os estudos para migração da compra para o mercado livre já foram iniciados, o que possibilitará a compra através de leilões. Mesmo sujeita às variações de preço de mercado, a tendência é que a compra através de leilões possibilite que a energia seja adquirida a custo mais baixo – o que deve refletir na tarifa de energia nos próximos anos.

    Os custos que são gerenciáveis pela Cocel, como mão de obra e compra de materiais, reduziram 2,61% com relação ao ano anterior. Se dependesse apenas dos gastos que são totalmente administrados pela Companhia o reajuste deste ano seria negativo. Desde o início do ano a Cocel está passando por uma grande reestruturação, administrativa e técnica.

    Para saber os valores das novas tarifas, clique aqui.

    10/07/17

  • Bandeira verde volta em junho

    Bandeira verde volta em junho

    Não haverá cobrança adicional na fatura de energia dos consumidores.

    Custos não são gerenciáveis pelas concessionárias

    A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL divulgou na última sexta-feira, 26, que a bandeira tarifária aplicada no mês de junho será a verde. Depois de dois meses seguidos de bandeira vermelha, a perspectiva de redução do consumo e maior afluência de vazões que chegaram aos reservatórios das hidrelétricas foram os motivos apontados pela agência reguladora para a mudança.

    Vale lembrar que o desconto é proporcional ao período de consumo de cada fatura, ou seja, depende da data de leitura de cada consumidor. Por exemplo, se a leitura for realizada em 10/06 (período de consumo entre 10/05 e 10/06) serão cobrados proporcionalmente 21 dias com a bandeira vermelha que estava vigente em maio (10 a 31/05) e 10 dias com bandeira verde, sem custo adicional (01 a 10/06). A data de leitura pode ser consultada na própria fatura de energia.

    O sistema de bandeiras tarifárias tem o objetivo de sinalizar o custo real da geração de energia, indicando se no período as condições de geração estão favoráveis ou desfavoráveis. Nos períodos em que a geração de energia está desfavorável é necessário o acionamento de usinas termelétricas, que tem custo mais elevado de produção.

    O sistema de bandeiras tarifárias é totalmente gerenciado pela ANEEL, assim como a maior parte da composição final da tarifa de energia. Na média nacional 83% do total da tarifa de energia é composta por valores não gerenciáveis pelas concessionárias, sendo 29,5% tributos (como ICMS, Pasep e Cofins) e 53,5% referentes a compra de energia, geração, transmissão e encargos setoriais – valores regulamentados pela ANEEL. Apenas 17% são custos gerenciáveis pelas distribuidoras.

     

     

     

     

     

    30/05/17