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Categoria: Energia

  • Governo do Estado altera regras da cobrança de ICMS na tarifa de energia de produtores rurais

    Governo do Estado altera regras da cobrança de ICMS na tarifa de energia de produtores rurais

    Conforme o Decreto 1600/2015 do Governo do Estado do Paraná apenas a energia elétrica utilizada para produção agropecuária, em áreas rurais, continua tendo desconto ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. A energia utilizada na residência dos produtores, por aposentados pelo Fundo Rural, por quem desenvolve agricultura de subsistência e ainda por produtores rurais instalados em áreas urbanas deixa de receber o desconto no imposto a partir de 1º de julho de 2015. A alíquota de ICMS no estado é de 29% – índice aplicado sobre o valor final da fatura de energia (incluindo sobre o adicional das bandeiras tarifárias).

    O texto publicado no Diário Oficial do Paraná na segunda-feira, 22/06, determina que o desconto do ICMS será concedido à energia elétrica utilizada exclusivamente na atividade agropecuária, desde que a unidade consumidora atenda às seguintes exigências:

    • esteja localizada fora da zona urbana do município;
    • esteja vinculada a um CAD/PRO (Cadastro de Produtor Rural);
    • que possua medidores de energia distintos, caso exista consumo de energia por atividades distintas da agropecuária (por exemplo, caso a energia seja utilizada para a residência e para a produção). Ou seja, se houver casa e barracão ou maquinários ligados no mesmo medidor não será concedido o desconto.

    Mudança atinge 86% dos consumidores com tarifa rural em Campo Largo

    A Cocel informa que atualmente 1706 unidades consumidoras têm tarifa rural e são isentas do pagamento do ICMS. Com a mudança, 1468 perdem o desconto no imposto (mais de 86% do total). O número é expressivo porque grande parte da produção agropecuária na cidade é realizada em área urbana – como nos bairros Bateias, Figueiredo, Salgadinho e Colônia Dom Pedro.

    Marcus Preis, diretor financeiro da Cocel, ressalta que a mudança nas regras do ICMS também afeta negativamente a Companhia. Por força do Decreto 876/2015, desde março o repasse do ICMS feito pela Cocel ao Governo do Estado foi antecipado. “A Cocel repassa ao Governo do Estado o valor do ICMS duas vezes ao mês, já em seguida à data de faturamento – bem antes do consumidor quitar a fatura. Como é um valor bastante significativo, afeta drasticamente o fluxo de caixa da Companhia. Agora que mais consumidores pagarão o imposto, o fluxo de caixa fica mais comprometido” – explica Preis. O diretor destaca ainda que o aumento na fatura deve aumentar a inadimplência dos consumidores.

    Hugo Ruthes, diretor do Sindicato Rural e presidente do Conselho de Consumidores da Cocel, considera a perda do benefício um desrespeito ao produtor rural. “O desconto foi conseguido com muito esforço ao longo dos anos, e todo este trabalho é perdido com um decreto”, critica Ruthes. “É o produtor rural que sustenta o país com as exportações e com os alimentos produzidos, e está sendo seriamente prejudicado” – completa.

    Perda do desconto ocorre em período de aumento da tarifa

    O impacto na fatura de energia dos produtores rurais será grande nos próximos meses, mesmo para aqueles que atendem as exigências do Governo do Estado e que por isso não perderão o desconto do ICMS. A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL aprovou na última semana reajuste de 23,11% na tarifa rural dos consumidores da Cocel. A nova tarifa entra em vigor em 24/06/15. Para os consumidores que não terão mais a isenção do ICMS serão mais 29% acrescentados ao valor da fatura. O valor do quilowatt-hora (kWh) passará de R$0,28 para R$0,44 – sem contar o acréscimo das bandeiras tarifárias.

    Confira a publicação do Diário Oficial:

    Decreto 1600-2015 – ICMS – Rural

  • Fatura de energia residencial terá reajuste de 17,26%, os custos gerenciáveis pela Cocel representam apenas 1,92% do aumento

    Fatura de energia residencial terá reajuste de 17,26%, os custos gerenciáveis pela Cocel representam apenas 1,92% do aumento

    A partir de 24 de junho entram em vigor as novas tarifas da energia elétrica. O aumento médio (entre alta e baixa tensão) será de 19,86% para os consumidores da Cocel. O índice foi definido na terça-feira, 16/06, pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. A maior parte do reajuste é para cobrir o aumento de custos que não são gerenciáveis pela Companhia, como o valor da energia, impostos e taxas. Os custos que são gerenciáveis pela Companhia, como mão de obra e investimentos, tem o impacto de apenas 1,92% no total do reajuste.

    Entre os custos que tiveram mais representatividade no reajuste estão o valor da compra da energia – 38,82% mais cara que no ano anterior, os custos referentes ao transporte da energia (que envolve a transmissão, uso da rede, entre outros) que aumentaram 63,85% com relação a 2014 e ainda os encargos (impostos e taxas) que subiram 504,25% com relação a 2014. As concessionárias de energia não possuem qualquer gerenciamento sobre estes custos. Os valores da energia e do transporte da energia são definidos pela ANEEL, enquanto os encargos são definidos por meio de leis e decretos.

    Para os consumidores residenciais o reajuste será de 17,26%

    O valor do quilowatt-hora do consumidor residencial passa a R$0,79 em 24/06/15. No mês em que for aplicada pela ANEEL a bandeira tarifária vermelha, este valor chega a R$0,88. Há um ano, antes dos reajustes e da vigência do sistema de bandeiras tarifárias, o mesmo quilowatt-hora custava R$0,41.

    Aumento nos encargos já provocou reajuste extraordinário em março

    A CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) aumentou 1526,84% no último ano e somada ao aumento de custos de Itaipu, já provocou um reajuste extraordinário em março. Em 01/03/15 as tarifas sofreram reajuste médio de 34,6% para cobrir os custos da CDE e Itaipu. A cobrança da CDE foi instituída em 2002, inicialmente para subsidiar os programas de desconto nas tarifas de energia de famílias com baixa renda. A partir de 2013 os recursos da CDE passaram a ser utilizados para cobrir os custos da geração de energia através de fontes alternativas (como eólicas e termelétricas) e para amortização de operações financeiras relacionadas às concessões. A gestão dos valores arrecadados pela CDE fica a cargo da Eletrobras, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

    O custo da CDE aumentou de forma impactante desde o ano passado, devido às negociações financeiras realizadas para proporcionar o desconto nas tarifas do início de 2014 – que endividou as concessionárias. Para custear a diferença na receita, o Governo Federal realizou empréstimos em nome das concessionárias. O custo destas movimentações interferiu diretamente na CDE. O valor pago pelas concessionárias pela CDE chegam a R$ 22,06 bilhões em 2015. Os custos de Itaipu sofreram reajuste de 46% em 2015 (em dólar) e ainda o uso de energia de fontes alternativas (principalmente termelétricas), muito mais elevado que a energia de hidrelétricas, fez com que o preço pago pela compra de energia pelas distribuidoras também aumentasse consideravelmente.

    Bandeiras tarifárias têm impacto significativo na conta do consumidor

    Em vigor desde janeiro, as bandeiras (vermelha, amarela e verde) indicam se haverá ou não cobrança adicional no período, dependendo das condições de geração de energia. A indicação sobre qual bandeira está em vigor cada mês é feita pela própria ANEEL, e a informação consta nas faturas de energia. Como o sistema de distribuição de energia é totalmente interligado, mesmo em regiões onde não há falta de chuva a bandeira vermelha poderá ser aplicada. Nos seis meses em que está em vigor, a bandeira aplicada pela ANEEL é a vermelha.

    Saiba mais sobre as bandeiras tarifárias clicando aqui.

    (Atualizado em 16/06/15)

  • Esclarecimentos sobre a interrupção no fornecimento de energia em 11/05/2015

    Esclarecimentos sobre a interrupção no fornecimento de energia em 11/05/2015

    poste quebradoA Cocel informa que a interrupção no fornecimento de energia que atingiu diversos bairros na segunda-feira, 11/05, foi causada por danos em um dos postes da principal rede de distribuição da energia.

    Um caminhão bi-trem carregado com combustível atingiu e danificou seriamente um poste que faz parte do tronco (principais pontos de distribuição da rede, já na saída da subestação) de dois alimentadores que atendem o Centro da cidade. O acidente foi na Avenida Ademar de Barros, bairro Bom Jesus, próximo à rotatória, às 11h28. Neste momento 8.975 unidades consumidoras tiveram o fornecimento de energia interrompido.

    As equipes técnicas da Companhia realizaram diversas manobras na rede para alívio de carga, possibilitando que a maior parte dos consumidores já tivesse o fornecimento de energia restabelecido 37 minutos após o acidente. Às 13h25 foi necessário desligar um circuito para efetuar a troca do poste danificado – neste momento 4.990 unidades consumidoras ficaram sem energia. A normalização do fornecimento ocorreu às 14h30 em toda a cidade. Devido ao risco, a troca do poste precisou ser realizada com urgência.

    As interrupções afetaram o Centro da cidade, os bairros Botiatuva, Campina, Jd. das Acácias, Vila Operária, Vila Otto, Vila Solene e proximidades.

    Será registrado Boletim de Ocorrência e a Companhia buscará as providências legais cabíveis com relação ao causador do acidente.

    cocel trocando poste quebrado

     

    * Atualizado em 11/05/15, 17h45.

  • Representantes dos consumidores participam de encontro na ANEEL

    Representantes dos consumidores participam de encontro na ANEEL

    Membros do Conselho de Consumidores da Cocel foram à Brasília relatar suas reivindicações à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Entre os temas mais importantes em discussão está a cobrança das bandeiras tarifárias – instituída para arcar com os altos custos de geração de energia.

    A Aneel organizou o encontro dos conselheiros conforme a classe de consumo que cada um representa (residencial, rural, comercial, industrial e poder público). É o segundo encontro nacional deste tipo promovido pela agência reguladora. Entre os dias 6 e 10 de abril grupos formados por conselheiros de concessionárias de todo o país e representantes da Aneel discutem sobre tarifas, serviços, qualidade no fornecimento de energia e expansão das redes de distribuição, entre outros assuntos.

    Hugo Ruthes, representante da CocelHugo Ruthes, representante dos consumidores da classe de consumo rural da Cocel, foi um dos convidados a compor a mesa de mediação dos debates organizada pela Aneel. Ele conta que a cobrança do adicional das bandeiras tarifárias é um dos assuntos de maior destaque. “Todos pedem o cancelamento da cobrança adicional ou no mínimo que não incidam outros impostos sobre esta cobrança”, relata Ruthes. Desde janeiro deste ano todos os consumidores pagam um adicional na fatura de energia quando as condições de geração não estiverem favoráveis. É a Aneel que determina qual bandeira está em vigor a cada mês. Durante o período da bandeira vermelha, os consumidores têm um acréscimo de R$0,055 por kWh (quilowatt-hora) consumido. Sobre este valor ainda incidem ICMS, Pasep e Confins – o acréscimo chega a quase R$0,09 por cada kWh consumido contando os impostos.

    Na sexta-feira, 10/04, reúnem-se os consumidores da classe comercial. Adriano Pangracio, representando os consumidores da Cocel, foi convidado pela Aneel a apresentar suas expectativas a todos os presentes. O conselheiro adianta que deve colocar em discussão o compartilhamento de postes entre concessionárias de energia e telefônicas – qual a normatização, quais as responsabilidades de cada parte, como melhorar as instalações. Também estará na pauta a instalação das redes compactas e a solicitação da redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na tarifa de energia. O Conselho de Consumidores da Cocel enviou carta ao Governador do Estado, Beto Richa, solicitando a redução da alíquota (atualmente é de 29%). A resposta foi dada pelo Secretário da Casa Civil, Eduardo Sciarra, informando que o Paraná não poderia abrir mão desta receita para poder dar continuidade às atividades que cabem ao Estado.

    Mesa de debates ANEEL

    Saiba mais sobre o Conselho de Consumidores

    O Conselho têm caráter consultivo, com a responsabilidade de orientar, analisar e avaliar as questões ligadas ao fornecimento, às tarifas de energia e qualidade do serviço prestado ao consumidor final. A atividade dos conselheiros é voluntária – sem qualquer tipo de remuneração. Por meio de Audiência Pública são escolhidas as entidades que representarão cada classe de consumo. As entidades, por sua vez, indicam os conselheiros.

    Para outras informações sobre o Conselho clique aqui.

    CONSELHO - LOGO

    08/04/15

  • “Bandeiras tarifárias” já tiveram valor reajustado

    “Bandeiras tarifárias” já tiveram valor reajustado

    O adicional de bandeira amarela subiu de R$1,50 para R$2,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos, e quando a bandeira for vermelha o valor aumentou de R$3,00 para R$5,50. Vale lembrar o adicional incide sobre cada kWh consumido pelo consumidor e que ainda incidem impostos sobre o valor total. A alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é de 29%, Pasep e Cofins são aproximadamente 4%. A partir de março o consumidor residencial pagará aproximadamente R$0,084 a mais por cada kWh consumido quando a bandeira for a vermelha.

    O valor arrecadado com as bandeiras é integralmente repassado pelas concessionárias à ANEEL.

    Entenda a cobrança das bandeiras tarifárias da conta de luz:bandeiras

    Desde janeiro de 2015 está em vigor em todo o país o Sistema de Bandeiras Tarifárias, instituído pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. As bandeiras vermelha, amarela e verde indicam se haverá ou não cobrança adicional no período, dependendo das condições de geração de energia. Em períodos de pouca chuva, quando a produção das hidrelétricas diminui, são acionadas as termelétricas – que têm custo muito maior. Para custear esta diferença no custo da geração em diferentes períodos foram criadas as bandeiras.

    As bandeiras indicam o seguinte:

    Bandeira verde: condições favoráveis de geração, não há acréscimo do valor da fatura.

    Bandeira amarela: condições menos favoráveis de geração, há acréscimo de R$0,025 por cada kWh (quilowatt-hora) consumido (R$2,50 a cada 100 kWh), mais impostos (ICMS – 29%, Pasep e Cofins – aproximadamente 4% sobre o valor total).

    Bandeira vermelha: condições muito desfavoráveis para a geração, custo da energia elevado devido ao uso de termelétricas e outras fontes alternativas. O acréscimo é de R$0,055 por kWh consumido (R$5,50 a cada 100 kWh), mais impostos (ICMS – 29%, Pasep e Cofins – aproximadamente 4% sobre o valor total).

    A indicação sobre qual bandeira está em vigor cada mês é feita pela própria ANEEL, e a informação consta nas faturas de energia. Como o sistema de distribuição de energia é totalmente interligado, mesmo em regiões onde não há falta de chuva a bandeira vermelha poderá ser aplicada.

    Apenas os consumidores cadastrados com a Tarifa Social e que consomem menos de 120 kWh no mês têm isenção do pagamento das bandeiras. Para os todos os demais, a cobrança é obrigatória para cada kWh gasto. A cobrança não começa a partir dos 100 kWh gastos, incide sobre cada kWh consumido, mesmo que seja menos de 100 kWh no mês. Sobre o valor das bandeiras ainda incidem outros impostos, como o ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, cuja alíquota é de 29%.

    Todo o valor arrecadado com as bandeiras é repassado à ANEEL. Nenhuma parte fica com a concessionária, que também não tem poder para mudar as alíquotas de impostos.

     

  • Tarifas mais caras em todo o país

    Tarifas mais caras em todo o país

    A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL realizou na última sexta-feira, 27/02, audiência pública que definiu os índices do reajuste extraordinário das tarifas de energia em todo o país. O aumento será para dar condições às distribuidoras para arcarem com os custos da compra de energia e pagamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) – taxa paga pelas distribuidoras à Eletrobras. Para as concessionárias da Região Sul, o impacto médio na tarifa será de 28,7% – válidos já a partir de março.

    A cobrança da CDE foi instituída em 2002, inicialmente para subsidiar os programas de desconto nas tarifas de energia de famílias com baixa renda. A partir de 2013 os recursos da CDE passaram a ser utilizados para cobrir os custos da geração de energia através de fontes alternativas (como eólicas e termelétricas) e para amortização de operações financeiras relacionadas às concessões. A gestão dos valores arrecadados pela CDE fica a cargo da Eletrobras, órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia.

    O custo da CDE aumentou de forma impactante desde o ano passado, devido às negociações financeiras realizadas para proporcionar o desconto nas tarifas do início de 2014 – que endividou as concessionárias. Para custear a diferença na receita, o Governo Federal realizou empréstimos em nome das concessionárias. O custo destas movimentações interferiu diretamente na CDE. O valor pago pelas concessionárias pela CDE foi de R$ 1,7 bilhão em 2014 para R$ 22,06 bilhões em 2015. Os custos de Itaipu sofreram reajuste de 46% em 2015 (em dólar) e ainda o uso de energia de fontes alternativas (principalmente termelétricas), muito mais elevado que a energia de hidrelétricas, fez com que o preço pago pela compra de energia pelas distribuidoras também aumentasse consideravelmente.

    O reajuste extraordinário não será aplicado às distribuidoras que não fazem parte do Sistema Interligado Nacional. As datas e índices variam conforme os contratos de compra de energia, região e outras variáveis. Além deste reajuste extraordinário, autorizado apenas para pagar a diferença no preço da energia e da CDE, ainda devem ocorrer os reajustes regulares – realizados anualmente. No reajuste anual são levados em conta todos os custos das concessionárias, assim como investimentos realizados e previsão do crescimento. Para os consumidores do Paraná, o reajuste anual ocorre em junho. A previsão é que até o fim de 2015 a tarifa de energia esteja até 70% mais cara em todo o país.

    Para consumidor da Cocel tarifa sobe 34,6% em média – nenhuma parte deste aumento no faturamento fica para a Companhia

    O aumento médio da tarifa de energia da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel é de 34,6%. O índice médio varia de 31,25 a 37,81%, dependendo da classe de consumo e tensão em que está ligado. O valor pago pela Cocel pela energia comprada aumentou 26,1% em relação ao ano anterior. O valor pago à Eletrobras pela CDE subiu 871,10%. As concessionárias de energia não tem poder de gerenciamento destas cobranças, que são regulamentadas pela ANEEL. O reajuste extraordinário deve cobrir apenas o aumento destes dois custos, nenhuma parte fica para a Companhia.

    “Bandeiras tarifárias” já tiveram valor reajustado

    A cobrança adicional das bandeiras tarifárias, instituída pela ANEEL no início do ano, já teve seu primeiro reajuste. Dependendo das condições de geração de energia a ANEEL determina se a bandeira está verde (neste caso não há aumento), amarela (condições pouco favoráveis para a geração) ou vermelha (condições muito desfavoráveis para geração de energia).

    O adicional de bandeira amarela subiu de R$1,50 para R$2,50 a cada 100 kWh (quilowatt-hora) consumidos, e quando a bandeira for vermelha o valor aumentou de R$3,00 para R$5,50. Vale lembrar o adicional incide sobre cada kWh consumido pelo consumidor e que ainda incidem impostos sobre o valor total. A alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é de 29%, Pasep e Cofins são aproximadamente 4%. A partir de março o consumidor residencial pagará aproximadamente R$0,084 a mais por cada kWh consumido quando a bandeira for a vermelha.

    O valor arrecadado com as bandeiras é integralmente repassado pelas concessionárias à ANEEL.

  • Representantes dos consumidores da Cocel vão à Brasília

    Representantes dos consumidores da Cocel vão à Brasília

    Membros do Conselho de Consumidores participaram de Encontro com representantes de toda a região Sul

    Em agosto de 2014 a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL promoveu o Encontro Regional dos Conselhos de Consumidores de Energia Elétrica. Os conselheiros do sul do país foram recebidos para discutir sobre o funcionamento dos próprios Conselhos, problemas pontuais de cada concessionária e ainda o cenário energético de todo o país. A qualidade no fornecimento de energia e os reajustes tarifários foram alguns dos temas discutidos, assim como as principais reclamações de consumidores recebidas pela ANEEL.

    Participaram deste Encontro representando os clientes da Companhia Campolarguense de Energia – Cocel, os conselheiros Hugo Ruthes (representa os consumidores da classe de consumo rural), Joel Silva e Cássio Garrett (representando os consumidores residenciais), Rosilene Schroder e Lourdes Chagas Coltro (representando o Procon) e Bárbara Lunardon (representando a concessionária). Conselhos de outras treze concessionárias dos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul participaram do evento promovido pela ANEEL.

    Concessionárias de grande porte, como Copel e Celesc, e outras com pequenas áreas de concessão, como a própria Cocel, Eletrocar (de Carazinho – RS), CFLO (Guarapuava – PR) e Mux Energia (Tapejara – RS) discutiram lado a lado. Reuniram-se consumidores de distribuidoras com diferentes gestões (algumas estaduais, outras municipais e ainda algumas privadas), diferentes problemas e necessidades, mas com muitas coisas em comum. A insatisfação com a alta carga tributária na tarifa de energia foi repetida em coro pelos conselheiros. Hugo Ruthes, quando apresentava a Cocel e seu Conselho aos presentes, informou que uma das metas dos conselheiros campolargueses é a redução do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na fatura de energia. No Paraná, a alíquota é de 29%. Na vizinha Santa Catarina, vai de 12 a 25%. “Estamos perdendo competitividade e deixando de crescer, pois não há empresário que possa seguir em frente com tantos impostos”, desabafa o conselheiro.

    A ANEEL, que tem a função de regulamentar todo o setor elétrico no país, busca se aproximar dos Conselhos de Consumidores e com isso obter informações que serão usadas na regulamentação de procedimentos e definição de metas sobre a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras. Alex Sandro Feil, Superintendente de Mediação Administrativa, Ouvidoria Setorial e Participação Pública da ANEEL, ressalta que Agência e Conselhos podem e devem trabalhar em conjunto para esclarecer os consumidores, cobrar um serviço de qualidade das concessionárias e fiscalizar se as obrigações estão sendo cumpridas.

    Feil demonstrou grande preocupação ao informar que o número de reclamações recebidas pela ANEEL em 2014 é exponencialmente maior que no mesmo período do ano anterior. Problemas no fornecimento de energia decorrentes de temporais que atingiram a região Sul no início do ano ajudaram a elevar os índices de reclamação, mas as causas e principalmente as atitudes que estão sendo tomadas pelas concessionárias para resolver os problemas continuam sendo analisadas pela ANEEL. Rosilene Schroder, conselheira que representa o Procon de Campo Largo, ressalta que algumas concessionárias tem organizado suas próprias “salas de conciliação”, para resolver problemas de quem procura o Procon. “Estas ações agilizam a resolução das pendências e deixam consumidores mais satisfeitos. A Cocel está sempre disponível para resolver os problemas que encaminhamos”, declara Schroder.

    Conselheiros na sede da ANEEL
    Conselheiros na sede da ANEEL

    Audiência Pública define entidades que nomeiam os conselheiros

    Os Conselhos de Consumidores de Energia de todo o país têm caráter consultivo e fiscalizatório. O trabalho é voluntário, nenhum membro recebe remuneração. Cada conselheiro representa uma classe de consumo de energia (que são: residencial, rural, comercial, industrial), além do poder público e Procon. Em 2012, as entidades de classe com direito a nomear os representantes foram definidas através da Audiência Pública. Uma nova Audiência foi realizada em junho, para definição das entidades que assumem a partir de setembro. As atribuições do Conselho, assim como sua formação e regulamentação seguem as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL.

    São realizadas reuniões mensais, onde os conselheiros discutem assuntos referentes ao trabalho da Companhia e setor elétrico. É possível entrar em contato com o Conselho pelo e-mail conselho@cocel.com.br ou pelo telefone 0800-7262212 (ligação gratuita, atendimento em horário comercial).

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  • Desligamentos de energia programados são avisados por SMS

    Desligamentos de energia programados são avisados por SMS

    Cocel agenda interrupções para realização de obras na rede de distribuição

    celularDesde outubro de 2014 os consumidores da Cocel são avisados sobre os desligamentos programados para seus endereços por mensagem de celular (sms). Para realização de algumas obras de melhoria ou ampliação na rede de distribuição é necessário interromper o fornecimento de energia, e nestes casos o desligamento é agendado com antecedência e divulgado aos consumidores. Atualmente esta divulgação é realizada através do site oficial da Companhia (www.cocel.com.br), de rádios e jornais locais. A utilização do sms faz com que esta informação atinja um público maior. “O consumidor saberá exatamente a data e o horário em que sua unidade consumidora ficará sem energia, poderá se preparar”, informa Eduardo Krzyzanovski, gerente da Divisão de Distribuição da Companhia. A mensagem é enviada apenas para os consumidores dos locais que ficarão sem energia.

    O serviço é utilizado para avisar sobre os desligamentos agendados para realização de obras neste primeiro momento, e deve ser implantado também para informações sobre interrupções não programadas (quando ocorrem faltas de energia) e para desligamentos comerciais (suspensão por falta de pagamento). Para que a informação chegue efetivamente aos interessados, é essencial que os consumidores mantenham seus cadastros atualizados na Cocel. A atualização de telefones e e-mail pode ser realizada via Agência Virtual (basta fazer o cadastro da unidade consumidora no primeiro acesso), pessoalmente na sede da Companhia ou via teleatendimento (0800-7262121).

    “Linha viva” é usada em grande parte das obras

    cocelCerca de 30% das obras realizadas pela Cocel utilizam a técnica de linha-viva, sem necessidade de interrupção no fornecimento. Krzyzanovski explica que o uso da linha-viva não é possível em todos os tipos de obra, mas é utilizada sempre que há viabilidade técnica. “Os desligamentos somente são realizados quando não há alternativa, e mesmo assim é feito o possível para adiantar o trabalho e reduzir o tempo da interrupção”, completa. A Cocel realiza manutenção constante nas redes de distribuição de energia, e também são frequentes as obras de ampliação ou reforço para atender a novas demandas de consumidores. Quando o desligamento é de grande porte, que atinge um grande número de unidades consumidoras, costuma ser agendado para os domingos. “Marcamos o desligamento para o período de menor utilização, buscando minimizar qualquer transtorno que os consumidores possam ter”, explica Krzyzanovski.

    Em 2014 tiveram destaque as obras de reforço realizadas para atender ao novo Hospital Nossa Senhora do Rocio (no Ouro Verde) e à nova estação de captação de água da Sanepar (no Rio Verde, próximo ao bairro Partênope). Além de atender à demanda dos dois empreendimentos, as obras aumentaram a capacidade da rede e a qualidade do fornecimento de energia para os consumidores de toda a região onde foram instaladas.

    SMS pode ser utilizado para informar faltas de energia não programadas

    A forma mais rápida e fácil de avisar a Cocel sobre falta de energia é via sms. Basta enviar o número da unidade consumidora que está sem energia por mensagem de celular para o número (41) 9106-9146. Apenas o número da unidade deve ser colocado na mensagem, sem o dígito ou sem escrever qualquer outra coisa. O consumidor receberá um sms de confirmação da Cocel, informando o número do protocolo. O serviço está disponível desde 2013, e já é utilizado por centenas de consumidores.

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